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  • Aimonia Gomes Cabral

Painel sobre as Pesquisa e Inovação


A sessão foi aberta com o discurso de abertura do Ministro dos Transportes e Comunicações Senhor Mamadu Jaquite, que demonstrou o seu orgulho em poder tomar parte do evento, semana das ciências e tecnologias, e enquanto Ministério responsável pelo sector das telecomunicações demonstrou a importância da iniciativa e encoraja ainda a existência de uma sinergia entre o sector público e a sociedade civil pelo qual as ONGs são partes integrantes.


Ainda informa que vivemos hoje numa era digital em que o acesso a informação via internet como factor da inclusão social, sem contar das questões de segurança que é debatida em vários fóruns regionais e internacionais.


E segundo a declaração das Nações Unidas de 2014 em relação a importância que se deva dar ao acesso a internet igual ao acesso às águas e a energia, o que representa um desafio importante do qual o nosso país não está excluído fazer chegar em todas a localidades do país e à todas as pessoas.


O Governo da Guiné-Bissau identificou o sector das TIC como um dos motores para o crescimento econômico e tem como visão a sua infraestrutura como forma de potenciar o tão almejado desenvolvimento, na persecução desta missão o Ministério dos transportes e comunicações, definiu uma série de reformas no sector das TIC que se traduzem nos seguintes projectos:


  • Alagação e a criação dos cabos submarinos em cooperação bilateral com o Banco Mundial e empresas do sector privado, o projecto visa conectar o país a auto-estrada internacional de comunicações tendo em perspectiva o lançamento deste em 2019, aumentando assim a largura da banda de comunicações.

  • A realização deste projecto irá mudar de forma drástica o panorama das TIC na Guiné-Bissau na medida que o país terá dotada infraestruturas de comunicações modernas e mecanismo de controle e segurança mais eficazes, onde a sua realização dará acesso às infraestruturas necessárias e não só para prestação de serviço de qualidade a um custo mais baixo pelas partes operadoras mas também para o desenvolvimento de novos serviços de valores acrescentados e serviços integrados a nível de saúde, justiça, educação, etc.

Ainda realçou a importância do conhecimento das tecnologias de informação, dando assim o exemplo claro do sistema de monitoramento lançado pelo ministério de registro de pacientes no Hospital Nacional que poderá ser explorada para identificação de patologias existentes e a necessidade de medicamentos do qual o país necessita, demonstrando que o uso das tecnologias não só é válido para as mídias sociais mas sim um elemento de estudo para os investigadores.


E que iniciativas como estas são importantes para convocar os jovens, os estudantes às mulheres e a população em geral para uma dinâmica no sector das TIC, aproveitando assim a real oportunidade para realização de projectos empreendedores inovadores.

Felicitou ainda a Innovalab pela realização desta sema das ciências e tecnologias e a todas as pessoas singulares presentes que tornaram possível a sua realização, encorajando a todos de abraçarem este desafio como oportunidades nas vidas futuras


Conclui lançando um desafio a todos os sectores a se conectarem as iniciativas do gênero participando ativa e abertamente de forma a contribuírem nesta mudança de paradigma que poderia certamente catapultar a utilização das TIC para outros valores tendo impacto positivo na economia nacional e nas nossas vidas em particular.



O Painel sobre as Pesquisa e Inovação tivemos como Oradores:


O Senhor Joel, Reitor da Universidade Amilcar Cabral da Guiné-Bissau

A Senhora Aissa Regalla de Barros, Coordenadora do Departamento de Monitoria e Conservação da Biodiversidade (IBAP)

O Senhor Samba Tene Investigador e Diretor Geral do Instituto Nacional de Investigação e Pesquisa (INEP)

O Senhor Mamadu Balde Economista em representação da Innovalab

E como moderadora tivemos a Senhora Joelma Karine Mendes Responsável de comunicação na UNIOGBIS



Os desafios e oportunidades encontrados na sua área, Aissa Regalla de Barros afirma que as oportunidades existentes são poucas, porque primeiramente não existe vontade política para esta área de pesquisa que é a Biodiversidade, o governo não investe como se deve na investigação, uma investigação científica é um estudo não se limita na licenciatura ou mestrado, o que se tornou num ponto de bloqueio para a camada jovem, também adicionou a falta de orientação, as opções são poucas, ou se faz Direito, ou enfermagem ou administração, a Guiné tem que adotar o método de orientação apoiando os estudantes segundo os seus resultados anuais a se encaminharem nas respectivas áreas, essas são as grandes lacunas que temos que rever, os desafios são enormes sobretudo enquanto mulher nas áreas de pesquisas, onde nota-se pouca afluência tendo em conta a própria restrição vinda de casa, actualmente nas áreas da inovação Aissa informa que têm trabalhado bastante com drones, para o análise de impactos climáticos e implementar planos de ações através destes, ainda realiza-se bastantes estudos genéticos como no caso das nossas tartarugas que permitirá saber para onde estes imagram depois de saírem da Guiné, e actualmente visto a indisponibilidade de laboratórios no país as amostras são enviadas fora para tratamento. O desafio é integrar as comunidades locais não só para mão de obra mas também ter conhecimento nesta área e criar emprego jovem.


Como incentivar pesquisa e inovação tecnológica no país, e quais os impactos que poderá se notar no país, para Samba Tene Investigador e Director Geral da INEP informa que não há forma de incentivar a pesquisa e inovação tecnológica no país, pois não existe uma linha no budget de Estado da Guiné-Bissau, pois os investigadores é que formam as pessoas a tornarem-se professores, mas no entanto o salário de um professor é de 140 000 o dobro de um investigador actualmente, o que significa que não há investigação.

Desde a independência do país até a data presente não existe lei no Ministério da Educação Nacional para o segundo ciclo ou seja Mestrado ou Doutorado. Ainda informou que desde a ocupação efetiva da colonização portuguesa em 1471 até 1961 foram formados os 14 quadros guineense, dos quais 11 com formação técnica em 490 anos foram formados só 14 pessoas. Actualmente as investigações são feitas só quando há financiamento externo, o governo da Guiné-Bissau não investe de forma nas pesquisas para o desenvolvimento do ecossistema no país e muito menos nas áreas tecnológicas para facilitação dessas actividades. Há que se diversificar nas formações propostas pelas nossas universidades de forma a abranger a todas as áreas necessitadas e o governo precisa criar fundos de apoio para incentivar mais as pesquisas e o desenvolvimento das novas tecnologias como é o caso de muitos países que hoje são exemplos de desenvolvedores das tecnologias, estes de certa forma investirão nas pesquisas e hoje estão a colher o fruto de seus investimentos.


Segundo o Senhor Joel, em representação da Universidade Amílcar Cabral, acha que as Universidade por excelência tem que ser o centro de ensino, pesquisas e inovações e ela tem que ser baseada nessas três vertentes, mas actualmente as nossas universidades se acentua mais no ensino, sabendo que as nossas Universidades ainda não dispõem de meios para tal, mais para fazer face a isso precisamos de sair do methodo de ensino bancário como lhe descreve o Professor Pedagogo Paulo Freire, onde o professor deposita o seu saber junto dos alunos e este armazena tipo uma conta bancária. E apesar dos investimentos feitos pela UEMOA em torno de 2 biliões de dólares americanos ainda assim necessita-de de mais investimentos, onde num futuro próximo a universidade Amílcar Cabral poderá dar grandes respostas e proporcionar ambientes de pesquisa e inovação no país.


Graças às novas tecnologias e o trabalho feito pela IBAP a Guiné-Bissau hoje é conhecida pela sua biodiversidade afirmou Aissa, antigamente os estudos e pesquisas são realizadas mas sem publicações o que nos deixava por detrás das cortinas, em 2017 a IBAP pude publicar 17 artigos científicos. Hoje a missão da Innovalab é capacitar e facilitar os jovens a criarem algo novo, de forma a valorizar os recursos existentes no país e como desenvolver soluções adaptáveis aos nossos problemas, explicou Mamadu em representação da Innovalab.


A constante instabilidade no país fez com que a INEP hoje não consegue cumprir com as suas agendas ou seja nas reuniões quinzenais pela qual a instituição se engajou a realizar para publicação de resultados de pesquisas científicas e inovação tanto nas ciências sociais como nas ciências exactas o que não se tem notado que actualmente afirmou o senhor Samba Tene, sem esquecer que anos atrás a INEP consegui realizar uma das maiores investigação de três anos nominada “Djitu Ten” onde foi traçada a estratégia de desenvolvimento nacional que recentemente parte desta investigação serviu de ponte para o plano estratégico “Terra Ranka”.


Joel falando da corrupção informou que temos que vê-la como uma reflexão interna, temos que observá-la a nível micro e não macro, e a tecnologia é um aliado importante para o combate à corrupção onde deu o caso de registro de nascimento que são feito de forma manual e sujeito a muita fraude, para Samba Tene, o combate a corrupção começa na informatização de todas as caixas de receitas e bancarização dos mesmo, todo este processo faz-se em etapas e requer a vontade e contribuição da própria população, Aissa ainda adicionou exemplos utilizados actualmente para o combate à corrupção para a proteção dos recursos naturais como o GPS para o controle das canoas nas áreas de pesca proibida, Mamadu informa que porque enquanto não estivermos prontos e dispostos a usar as novas tecnologias para o combate a corrupção não poderemos avançar.



E para concluir este debate Juelma mostrou que não podemos continuar a observar a corrupção só quando se trata da política ou quando o é fulano a ser corrupto, mas sim tentar refletir e fazer uma análise interna de como reagimos no dia a dia das nossas actividade e/ou negócios e não tentarem fraudar para ganhar mais ou que chamamos de “debruagem” agir de forma correcta é de certa forma não estar a ser “Corruptos”.


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